segunda-feira, 25 de abril de 2011

O MAIOR BARATO

  Sempe fico deprimida na época de TPM. Choro por absolutamente tudo, tenho a certeza que ninguém me ama e uma vontade louca de sumir. Tudo até aí "normal" e passageiro. Até chegar janeiro. Tive quase 31 dias de TPM brava. Olhava para o computador e chorava, via filme e chorava, pensava e chorava. Difícil demais... Quase briguei com o meu bonito por nada e me assustei com o descontrole. Pensei:
 - Ninguém merece! Nem eu, nem ele, nem os meus filhos...

 Procurei meu médico e pedi qualquer coisa para aliviar essa doideira. Não poderia passar mais um mês sofrendo por nada e espalhando tristeza por aí. E ele me recomendou a tal Fluoxetina.
 - Começe a tomar dez dias antes da TPM.

Receita em mãos, fui na farmácia. A data estava confusa e o farmacêutico achou que já tinha passado um mês.
 -Moço, pelo amor de Deus, eu ia mentir para  quê? Preciso tomar esse remédio amanhã!- Já quase chorando...
 - Me desculpe, mas está parecendo mais um 3/ do que um 31.
Fui em outra farmácia e expliquei a situação. Só tinha de 20 mg. Fiquei com medo de piorar ao invés de melhorar tomando o dobro do receitado. Resolvi manipular.

 Remédio pronto, dosagem correta, lá fui eu entrar no mundo dos anti depressivos. Um dia, dois e tudo ok. No quarto dia senti meu corpo todo anestesiado e um torpor interessante. Não chorei por nada nem por ninguém. Não percebi a minha TPM. Conversei com outras mulheres e quase 100% delas já havia experimentado a tal droga. Fiquei imaginando o por quê.
 
 Penso que, em um mundo cada dia mais competitivo, precisamos ser ainda mais fortes. Não basta trabalhar, estudar, cuidar de filhos. Temos que ser absolutamente equilibradas. Fazer cara boa o tempo todo enquanto morremos por dentro com vontade de sumir!!! Chorar? Isso é coisa de mulherzinha...E não é que eu sou?

 Mas, na maioria das vezes, imaginamos ser mais do que realmente somos. Respeitar as nossas fraquezas pode ser uma grande força. Não acho que a depressão seja um bom negócio, mas segurar a onda o tempo todo também não é. Chorar, entristecer e se perceber dependente faz parte também. Por isso é que me permiti um pouquinho de tristeza esse mês. Deixei a Fluoxetina de lado e avisei pro meu bonito:
 - Tõ precisando de um monte de abraço!
E não é que funcionou? 

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